sábado, 5 de setembro de 2009



Loucos Somos Nós






Uma campanha da Nação Goytacá em prol do Hospital João Vianna
Lançamento: dia 26 de setembro às 20:00h na Taberna D Tutty.

domingo, 23 de agosto de 2009


RAULZITO PROIBIDO


Lamentável a proibição (essa é a palavra) do show em homenagem ao Maluco Beleza Raulzito Seixas,capitaneado por Reubes Pess & banda,mais convidados. Até onde se sabe,o logradouro público (praça do SENAI) já estava "condenado" desde 2008,e esse fato passou despercebido. Moscas comidas à parte,já é tempo de uma discussão séria a respeito da utilização dos logradouros públicos, e findar com essa história de quem pode mais,dispõe de tudo.Por exemplo,por que na Pecuária os eventos podem ir madrugada a dentro e a população aguentar calada a zoeira? Uma sociedade organizada é a única que pode contestar essas contradições e inibir todo tipo de abuso de autoridade. Sem isso,NÃO ADIANTA CHORAR.

Em tempo:o show acontecerá dia 28,sexta,no Palácio da Cultura.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

TRÊS DIAS

DE PAZ E MÚSICA




Foram três dias, bicho. Três dias de musica, paz e amor. A televisão hoje dá um vôo de pássaro para as novas gerações, mostrando o espetáculo de mobilização coletiva de uma geração, ali no nosso Grande Irmão do Norte. Woodstock.. Esse nome tem poder. Tornou-se o paradigma de qualquer idéia para se fazer um bom festival de Rock,até nossos dias. E pelos desenrolar dos acontecimentos da época, marcou historicamente o aborrecimento de uma geração, a de pós-guerra, com a maneira de se fazer política interna e externa, e o prejuízo constante nas questões de justiça social. Temperada pela marcha dos direitos civis, no início dos anos 60, que ombrearam negros e brancos e uma filosofia crescente voltada para a não-violência e tolerância, aquela geração, pós Segunda Guerra, próspera e numerosa (o baby-boom dos anos 50) intuiu que seu espaço estava para ser conquistado. Beatnicks, hipsters, hippies: essas tribos passaram a freqüentar festivais ao ar-livre como Monterey, onde bandas e cantores- The Who, Hendrix ou Bob Dylan- literalmente costumavam quebrar tudo. A idéia de Woodstock seria um Monterey com mais público e mais hard, até que alguém rompeu uma cerca e o resto já sabemos. Mas, era só pela música? Roqueiros já foram rebeldes. Não confiar na rebeldia cuja finalidade é sempre desafiar o Sistema, no fundo querendo ser igual e ele, é entender que alguns foram e são revolucionários, e sempre há um tempo e um lugar. O protesto pela pazfoi da maior importância porque enquanto a nação tentava esmagar a guerrilha patriótica do Vietnam, milhares de jovens bradavam que a autodeterminação dos povos ainda estava viva,como queriam os patriarcas da América. Foi muito barulho por tudo, e no bojo dessa efervescência toda, o rock’n’roll sairia da sua posição subterrânea para um lugar visível, onde se puderam criar os anticorpos necessários para se ter um certo controle e claro,ganhar muito,muito dinheiro.
Mas quem vai dizer que não valeu a pena?

terça-feira, 4 de agosto de 2009


ABBEY ROAD


Esquina, marco histórico, crossroad: há quarenta anos atrás era lançado ao mundo o derradeiro álbum da maior banda de Rock de todos os tempos: intitulado Abbey Road, o nome da rua em Londres onde se encontram os estúdios da EMI e onde foi gravado o disco,os Beatles fizeram sua despedida com toques de genialidade. Afastados dos palcos desde 1966, quando decidiram por fim às turnês,cansados da horda de adolescentes barulhentas que queriam tudo,menos a música ,os Beatles investiram nas possibilidades criativas dos estúdios de gravação. E assim passaram a lançar singles e álbuns com os mais diversas orientações,apontando tendências,inovando e ajudando a formatar o que hoje conhecemos por rock’n’roll.

Leitor ou leitora,empreste seus ouvidos para uma mídia (se possível, vinil!) e mergulhe naquele final de década.Durante seis meses os caras engendraram canções que podem ser consideradas divisores de águas dentro da própria banda,dessa vez não com a disposição anárquica do White Album,mas com meticuloso senso de “mudança de cenário”. É sabido que na dinâmica interna dos Beatles,Lennon e McCartney detinham a prioridade nas composições,em parceria ou não,enquanto que Harrison ficava com o espaço remanescente de um disco,mas isso não impediu que Abbey Road fosse produzido na maior parte como um disco conceitual,em que as canções se entrelaçavam,dando prosseguimento à viagem sonora. Come Together,que abre o disco, bluesy com a slide de Lennon, deságua na belíssima Something do subestimado George, e na versão original (vinil) o lado A finda com os vertiginosos acordes de She’s so heavy desaparecendo num corte súbito. Ali também foi inaugurado o uso de sintetizadores Moog, bem colocados (Here comes the sun,também de George Harrison), bem longe do bombardeio de saturação do progressive-rock, ,que viria dali a alguns anos e junto a guitarras cujos timbres até hoje é difícil de emular,ouça-se o duelo final das três guitarras (Lennon,Mc Cartney e Harrison) na emblemática The End.

Eric Clapton disse,na sua autobiografia,que hoje o que a indústria do disco despeja nas prateleiras é noventa por cento de lixo. Não discordo da porcentagem nem da constatação da perversa ideologia comercial totalmente descompromisada com a Arte. Alguns dizem que a música dos Beatles deu um certo toque de humanidade às pessoas, e que em certo tempo da história musical recente tivemos alguns nichos de criatividade,como o Rock que se concretizou naquela época,e hoje segue seu caminho de pedras e balanço.

“And in the end the love you take is equal to the love you make.”
The End,Lennon-McCartney

sábado, 23 de maio de 2009

DO
VIRTUAL
PARA A
REAL!

Blog And Roll & Poesia e Outros Baratos Afins
Dia – 26 Maio – Das 19 às 23:00hs
Local – Bar Fórmula 1 – Av. Alberto Torres,
logo depois do Sesc – Campos dos Goytacazes-RJ




quarta-feira, 13 de maio de 2009


FULINA-IMÃ

Não é todo mundo que tem o privilégio de ser parceiro de um cara como Artur Fulina-Imã Gomes (no centro da foto entre Sérvulo Sotto e esse que digita estas). O agitador multimídia sempre aprontando várias pelo brazyl e de quebra,aqui na terra da planície e dos morros sim.
Lá vai:



EntriDentes 3

olhei a cara do tempo

ela estava fechada

não falava nada

pensei as sagaranagens

que o tempo fazia comigo

peguei do tempo o umbigo

rasguei na ponta da faca

a tua cara de vaca

sangrei

sem nenhum remorso

porque isso o tempo não tem

agora o tempo sorri

me mostra os dentes da boca

e a tua cara de louca

é a minha cara também

Artur Gomes


terça-feira, 12 de maio de 2009

OS ÍNDIOS NÃO MORRERAM

A já buliçosa Noite do Vinil, na Taberna Dom Tutti neste 13 de maio (quarta), acolherá os blogueiros e blogueiras, notórios desocupados crônicos. Mais um motivo: A deliberação do Estatuto da Nação Goytacá- Associação de Arte e Cultura Esporte e Lazer. Os trabalhos terão início às vinte e uma horas, passando pela noite empurrados pelo som que vem das bolachas sob o comando do fotógrafo/d.j. Wellington Cordeiro. O tema dessa N.V. será a influência afro na música popular brasileira (escrevo assim,sem maiúsculas).

Por último e não menos importante:a vitrola começa a girar às 22h.