terça-feira, 19 de janeiro de 2010


PRA QUEM TIVER OUVIDOS...


Com todas as vicissitudes e contratempos da nossa existência,parece haver um espaço para a música falar e dizer. Mais alto ou sussurrando. Uma espécie de trilha sonora da vida. Se em tempos idos o nosso ambiente era permeado por sons provenientes da Natureza:
cachoeiras,pássaros,o vento,qual seria essa música concreta que nos circunda hoje,nesse frenesi da cidade grande? Trovões,pingos de chuva no telhado continuam por aí, competindo com as buzinas e escapamentos dos veículos,o ronco dos motores dos jatos e helicópteros. Mesmo assim,quem nunca acordou com qualquer melodia na mente? E ela tocando ali,repetitiva,insistente, muitas vezes não sendo da preferência do freguês. É a tal da Rádio Cabeça...

Recordo que foi na minha pré-adolescência que escutei música rock e ela me acompanha até os dias de hoje (ou o contário) e de certa forma a considero uma sound track existencial,além de uma preferência. Apesar de todos os percalços,nas situações do dia-a-dia a música marca presença na nossa individualidade,no nosso inconsciente. Até para nos lembrar que a vida é frágil,e que navegamos no mesmo barco. Hoje escutei no rádio essa canção,o que de certa forma vem corroborar a minha visão:

“Pense no Haiti /Reze pelo Haiti /O Haiti é aqui /O Haiti não é aqui.”

2 comentários:

54FÊNIX disse...

A paixão pela música mostra bem a identidade e a bagagem cultural,principalmente para os cinquentões que querem conteúdo nas andanças interiores.Então busquemos energia nos acordes que nos fazem bem.Abraço!

Herval Junior disse...

Opa! Te encontrei.
Um abraço para você,da Vilma e do Junior.