domingo, 6 de dezembro de 2009

COISAS
DUS
OTROS
#2

COISAS
DUS
OTROS
#1

sexta-feira, 20 de novembro de 2009


É HOJE!
AVYADORES COM O SHOW "DEBAIXO DO RADAR"


Em “DEBAIXO DO RADAR” vários músicos campistas vão subir ao palco,para um clima de confraternização musical. Do hip-hop de Felipe Bensi (da banda Evolução da Espécie) ao jazz/blues do saxofonista Dalton Freire, a promessa é elevar a temperatura da cena rock local,a partir da própria data do evento: “Tocar blues e rock no dia da Consciência Negra é um avanço da visão de Cultura em nossa cidade. Saímos do afro-descendente lamentador para o homem e mulher negros integrados em escala planetária e conhecedor dos seus direitos. Blues ou samba é isso: visão sensível do mundo” , palavras do guitarrista.

O evento acontecerá dia 2O de novembro (sexta),a partir das 20 horas,no palácio da Cultura e a entrada é franca.

A BANDA: LUIZZ RIBEIRO (guitarras,violão e vocal); SÉRVULO SOTTO (contrabaixo) e HUGO ZULAD (bateria ) .


Participação especial: SÉRGIO MÁXIMO (guitarra ).

Músicos convidados: ALVARO MANHÃES (guitarra); ÂNGELO NANI (gaita),DALTON FREIRE (sax) e FELIPE BENSI (vocal) .

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


ROCK NA TERRA DO AÇÚCAR OU
É DOCE MAS É DURO


A música rock chegou a Campos,nos anos 50,pelas ondas do rádio e pelo cinema que retratava o comportamento da juventude estadunidense no pós-guerra, como O Selvagem (The Wild One), protagonizado por Marlon Brando e sustentado pelo mito James Dean, encarnado um modelo de comportamento diametralmente oposto às gerações anteriores. Era a época da chamada “juventude transviada”, garotos classe-média-e seus óculos escuros-lambretas garotas-calça-jeans-rabo- de- cavalo-estúpido-cupido e virgindade até o casamento, como mandava o figurino das grandes cidades brasileiras, como Rio (a capital federal) e Sampa.


Comportadas orquestras e pequenos conjuntos faziam o fundo musical dos eventos em nossa cidade, e o padrão musical era ainda o produto nacional (samba-canção, baião) latinidade (bolero) e o som USA dos crooners inspirados em Sinatra. Pesadelo dos pais, mestres e líderes religiosos que na sua maioria não intuíam a mudança dos tempos, o rock’n’roll carregava um sopro de “selvageria” incompatível com o que se costuma nomear bons costumes.


Em meados da década de 60, Campos ainda era rodeada por um cinturão de usinas de açúcar, e se sua sociedade era profundamente conservadora, adepta do catolicismo tradicionalista, longe demais das capitais e inserida num país em plena ditadura militar e cerceamento da expressão. A introdução da guitarra elétrica causou polêmica, entre rejeição causada pelo volume sonoro inédito de um único instrumento e atração por suas formas futuristas e as possibilidades da mistura entre música e eletricidade. No entanto, muito influenciada pela televisão, a juventude aderiu ao modismo. Surgiram os Brasas, The Meeks, Os Rebeldes, Rogério e seu Ritmo 2001, entre inúmeros grupos que aqui representavam o vendaval da Jovem Guarda, liderada por Roberto Carlos, que era assim a tradução da invasão do rock britânico (Beatles, Stones, etc.) que no nosso país recebeu o nome de "iê-iê-iê", animando as tardes de domingo nos clubes locais, o ponto de encontro da juventude classe-média.


A evolução da música brasileira, que começava a repudiar o banquinho-violão e cooptava bandas elétricas,formatou o Tropicalismo de Caetano,Gil,Gal e Mutantes. Nada seria como antes, e os reflexos de um decênio em que se discutia que era proibido proibir ,foi sentido por muitos na própria carne.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009


AVYADORES DO BRAZYL NO GORDO!



Sábado 7, "ROCK DA TARDE" A partir das 18h, no BAR DO GORDO (em frente à UENF).



A banda é composta por: Luizz Ribeiro (guitarra e voz),Sérvulo Sotto (baixo) e Hugo Zulad (bateria).



No repertório, Beatles,Stones,muito blues,reggae e coisas dos Avyadores.

terça-feira, 27 de outubro de 2009






















A GUITARRA E SEUS HERÓIS


“Herói da guitarra” é muito mais que um vídeo-game: é uma espécie de atitude ou um dos agentes da mitologia roqueira. Todo estilo musical tem seu instrumento-símbolo: o sax remete ao jazz; com o samba, pandeiro e cavaquinho; o rock, herdeiro direto do blues, ficou com a guitarra (elétrica). Criada em meados dos anos 30 do século passado para ser um violão amplificado, a guitarra a princípio ficou amarrada aos conceitos de bom-gosto e nível de volume das big-bands, enquanto no blues, ela se prestava mais à expressão individual do músico.
Reza a lenda que o blueseiro inglês Eric Clapton foi pego de surpresa pelas inscrições no metrô de Londres que gritavam: Eric is God (Eric é Deus), muito pelas suas incendiárias performances num pub da capital britânica, interpretando e improvisando o melhor do blues. Pode ter sido o chute inicial desse culto ao instrumentista, levando a audiência a delírios coletivos e a demandar cada vez mais dramáticas sessões.

Restava dilacerar o que ficou nos parâmetros do que seria a guitarra: um certo James Marshall Hendrix, de Seattle (EUA), depois de ralar numa tropa de elite do exército do seu país, a 101 de paraquedistas, foi dispensado por efeito de ferimentos e caiu na cena rythm& blues. Sem chances de ter sucesso em casa, foi levado para a Europa,nos anos sessenta, por um empresário e literalmente arrebentou: Jimi tocava com os dentes, usava e abusava do então abominado feedback (microfonia) para acrescentar nuances e cores musicais;e não se contentava até tocar fogo no instrumento. Hendrix por sua trajetória ficou conhecido como uma espécie de herói trágico, e também um dos re-inventores da guitarra elétrica.

O número de guitarristas idolatrados por seu virtuosismo ostensivo duplicou com o exemplo hendrixiano, ocasionando uma separação palco/público, num plano inconsciente de hierarquia, algo contraditório para um gênero que se arrogava marchar pra o igualitário. Aparentemente as pessoas expunham um arrependimento pela individualidade do homem ou mulher ocidental conquistada a duras penas com unhas e dentes, entendendo a diversão como imperativa a sua participação em um grupo social, de uma “tribo” e ter um “líder”, ao qual se presta um tributo à sua genialidade, carisma, ou até coragem.

Já o punk torceu o nariz e seguiu nos seus três acordes e nenhum buraco para solos, quando muito, minimalistas. Era o rock se refazendo, indo além da ilusão Woodstock, que no fundo serviu para indicar ao sistema capitalista como se ganha dinheiro expropriando os sonhos alheios. São só anticorpos,baby. Muitos outros instrumentistas,de toda a parte do planeta, participaram ou participam dessa maratona do guitar hero,que extrapola as fronteiras do musical e entra em outras categorias. O interessante é notar como a Arte tem seus conceitos em mutação através da História.


“Eu vejo vocês todos
Eu vejo o amor que está dormindo
enquanto minha guitarra
gentilmente chora.”

while my guitar gently weeps
(george harrison)

terça-feira, 20 de outubro de 2009


É O
SAMBA-ROCK
MEU
IRMÃO!...


Dia 19 de outubro aconteceu na aconteceu
na Academia Campista de Letras uma mesa
redonda para um debate democrático e aberto
sobre as ameaças e possibilidades dos músicos
e compositores que militam no rock e no samba.
Na mesa (foto acima),Geraldo Gamboa (compositor),
Cassio Peixoto (jornalista),Luizz Ribeiro (músico)
Gilmar Rangel (moderador), Romualdo Braga (produtor),
Lene Moraes (cantora) e Junior Brasil (produtor).